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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Chegaram!!!

Finalmente chegaram no Canadá os Police Certificates da Austrália. A moça do escritório nos comunicou agora no final da tarde. Hoje também o pessoal de São Paulo enviou para o Canadá o restante dos documentos - fotos, formulários assinados e os antecedentes criminais brasileiros devidamente traduzidos e do FBI.

Simplesmente perfeito. Com certeza vamos viajar mais tranquilos na segunda, sabendo que está tudo para ser resolvido. Quer dizer, a primeira parte da batalha.

Muita coisa para resolver da viagem e só o que eu consigo pensar é sobre o Canadá. Leio blogs, timelines, meu NOC subindo, enfim, é quase impossível distrair.
Mas vou tentar...


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Quase lá...

Poucas coisas aconteceram, mas aconteceram e aconteceram muuuuito devagar.
Recebemos no final de agosto a tão sonhada carta da Austrália. Uhhull, os police certificates.
Mas quando senti as folhas por fora do envelope percebi que havia alguma coisa errada.
Desânimo total. Eles retornaram nossos applications por erro no pagamento da taxa. Tudo de volta.
Então vamos lá. Não dá tempo de chorar. Entramos em contato com nosso querido amigo em Sydney. Enviamos novos applications para ele por FEDEX, ao mísero custo de R$125 (aí meu coração). Ele comprou o bank cheque, adicionou nosso applications e enviou da maneira mais super duper rápida para Canberra. A diferença é que desta vez, solicitamos a entrega do resultado ser feita diretamente no Canadá no escritório de imigração. Pois bem, até agora nada e enquanto isso a gente espera.

Aguardamos também os police certificates do FBI, mas uma boa notícia. Apesar do absurdo da greve dos correios, recebi na segunda dia 19 o meu certificate, isso mesmo, O MEU, e o do maridão???? Deveriam estar juntos, pois a princípio foram postados juntos. Mas não podia ser fácil né. Até isso. Mas tirando a angústia, ontem chegou. E chegou na hora certa. Vou explicar o porquê.

Decidimos tirar novos antecedentes criminais daqui do Brasil (federal, estadual e da justiça) pois os nossos foram tirados no início de julho, ou seja, 3 meses e já estão para vencer. Apesar de que a moça da empresa que está nos auxiliando disse que de qualquer forma eles podem solicitar novamente depois do início do processo, não queríamos arriscar de ter nosso processo parado por causa disso. Ainda mais que estamos aguardando notícias da nossa querida ozzy, então já que temos que esperar,  vamos atualizar a documentação.
Enviamos para SP na terça dia 20 por TAM Express (R$70) com envio prioritário. Afinal com a greve eles estão atolados de entregas, qualquer outro tipo de envio não teria como garantir tempo de entrega. Então tá. Pagamos mais caro, mas sabemos que iria chegar no dia seguinte.
Além disso estamos indo viajar agora segunda dia 26. Ou seja, realmente chegaram NA HORA. Os novos antecedentes estão em SP para tradução, estaremos enviando para lá o restante da documentação - forms, fotos e o certificado do FBI, e assim que as traduções estiverem prontas (contando com a ajuda da tradutora) eles enviam para o escritório deles no Canadá.

Falando em tradutora uma notícia bombástica mas que serve de aviso para muita gente se preparar.
Quando fizemos os primeiro cálculos do custo da tradução, inclusive com o responsável do escritório, o custo das traduções ficariam em torno de R$4.000 Beleza, caro, mas era alguém que está em contato direto do escritório deles, e é mais ou menos o que o pessoal diz que gasta. É claro que imaginávamos (afinal não somos tão ingênuos) que iria alterar um pouco aquele valor. Afinal só de contrato social haviam várias páginas, com letrinhas miúdas (para quem não sabe o tradutor cobra por palavra). Além disso haviam notas fiscais, cartas de diferentes fornecedores, mais toda documentação pessoal, históricos de faculdade e assim por diante. Mas nada poderia nos preparar para o susto de que tivemos quando eu abri o email da conta. R$8.874 O QUÊ?!!! Acredito que ficamos 1 minuto em choque tentando entender o que estava acontecendo. Respiramos fundo e retornei o email para ela, perguntando se houve alguma cobrança extra e alguma lista do que foi traduzido, afinal o escritório disse que ia dar uma filtrada para ver realmente o que precisava. Mas era isso mesmo. FACADA TOTAL!!!

Então é isso: postaremos hoje para SP o restante da documentação, eles adicionam as novas traduções (que não serão cobradas, pelo menos isso) e enviam para o escritório no Canadá. Assim que eles receberem os atestados da Austrália, tudo estará pronto para aplicar. Assim eu espero!!!

sábado, 18 de junho de 2011

Segredinho

Isso mesmo? Segredinho. Decidimos não contar sobre a decisão de imigrar para o Canadá. Nem familiares, nem amigos, ninguém!!! Motivo simples: vamos primeiro ver se vai dar certo, depois a gente conta. Medo que o processo não seja aprovado? Pode ser. Mas acho que no fundo é medo de olho grande mesmo.

Todo mundo sabe que vamos viajar. Desde 2002, enquanto eu ainda estava na faculdade, já trabalhávamos no verão nos USA. Depois de formada fizemos um estágio de 1 ano e meio lá. Voltamos, casamos e fomos morar na Austrália. Achamos que era hora de bancar gente grande. Decidimos então voltar para o Brasil. Abrimos nosso negócio e após 3 anos vimos que a gente precisa voar mais alto, em outras palavras, precisamos morar em outro país, isso aqui não é para gente. 

Podemos dar inúmeros motivos que nos faz querer imigrar para o Canadá. Acredito que a maioria já descreveu nos blogs: em busca de uma melhor qualidade de vida. Já moramos fora e sabemos que o conforto que temos aqui no Brasil vai demorar para conseguirmos lá fora. Ainda estávamos comentando estes dias que uma das coisas que vamos mais sentir saudades é do nosso colchão. Que cá entre nós, é muuuuito bom.

A família, a comida, as extravagâncias de uma manicuri aqui, cinema a vontade ali. Enfim, tudo que sabemos que nos primeiros anos vão ser minimizados ou até excluídos. Mas será que vale a pena? Acho que vale. Afinal a maioria dos nossos pais não teve este estilo de vida que hoje temos. Muitos deles tiveram que começar de baixo e ralar muito. Por que a gente também não pode sair da zona de conforto e ralar também.

Passamos por umas boas na Austrália. O primeiro lugar que moramos era f***. O emprego foi difícil e a distância física também foi barra. Depois tudo passa. Acho que o ser humano acaba fazendo questão de esquecer as coisas ruins e só lembrar do que foi bom e deixa saudade. No final dá até mais gostinho de querer mais. E quem foi picado uma vez pelo bichinho de viajar, não adianta que não cura mais. Não estou falando de viagem de férias, ir a pontos turísticos simplesmente. Mas viver de verdade. Ir atrás de lugar para morar, trabalhar, conhecer a cultura, as comidas, as pessoas. Enfim, faz parte daquele mundo. É bom. Muito bom.

A gente acaba no final até valorizando algumas coisas que aqui no Brasil a gente nunca deu bola. E aí que vem o problema. Quando a gente está aqui, não vemos a hora de viajar. Quando a gente está lá, o coração bate forte pelas coisas que deixamos para trás.

Acho que esse também acaba sendo um dos motivos que não contamos nada sobre o processo. Vamos deixar o sofrimento para depois. Enquando esperamos o processo vamos viajar para algum lugar, provavelmente Austrália. Isso todo mundo já sabe. Depois sobre a imigração, acho que não vai ser um grande choque. Eles já estão acostumados. Afinal como diz a minha mãe "vocês estão aprontando alguma coisa e não querem dizer".

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Um pouquinho sobre o processo

Então, apesar de ser um dia em que eu não estou afim de fazer absolutamente nada, resolvi dar uma passadinha aqui. Até porque se não escrever, não vai ter ninguém para ler...isso se algum dia vai ter. Muito profundo para quem está desde manhã tendo chilique e morrendo de cólica. Mas faz parte. Dizem que cólica passa depois de ter o primeiro filho, então vou ter que esperar mais um tempinho até chegar no Canadá para descobrir.

Voltando para o assunto do blog, que é o que interessa...nossa história está meio complicada.
Quando decidimos que iríamos aplicar para o processo federal, minha profissão estava na lista e haviam 672 applications received no dia 2 de março. Então vamos pra frente que atrás vem gente.
Começamos a fazer umas aulinhas particulares de IELTS para dar uma relembrada do inglês. Afinal fazem 4 anos desde que fizemos o primeiro IELTS para ir para a Austrália (para quem não sabe, o teste tem validade apenas de 2 anos) e cerca de 3 anos que estamos morando no Brasil, sem contanto algum com o inglês. Pior ainda, convivendo com gente que fala partilera e iorguti. Realmente, até português vai por água abaixo.

Tínhamos tudo planejado: 20 horas de inglês, iríamos ter que ir para Curitiba fazer o IELTS, em 15 dia o resultado estava pronto; nesse meio tempo organização de papelada e envio da solicitação de police certificates  para o FBI. Só que o pior foi acontecendo. De uma hora para outra, a minha profissão começou a disparar e toda semana que eu olhava, em média 40 recebimentos a mais. Mas quando chegou em 850, eu disse CHEGAAAA, assim não vai dar.

Decidimos refazer nossos planos e organizar tudo com calma. E ainda bem que tomamos esta decisão. Em 5 de Abril estava em 926 e logo depois alcançou o limite de applications. E agora José?
Terminamos as aulas de inglês e ficamos estudando mais um pouco. Resolvemos que apenas eu iria fazer a prova em junho. Caso a gente resolvesse voltar para a Austrália e precisasse da nota do IELTS, ele faria depois. O plano agora então é este: em julho sai a nova lista das profissões; junto estou recebendo o resultado da prova; caso volte o meu NOC e eu tenha tirando a nota que eu precisava (7.5 no listening e 6.5 nos outros) aplicamos assim que possível, pois todos os documentos estão praticamente prontos. Faltam apenas as cópias autenticadas e as traduções juramentadas, que levam em torno de 15 dias.

Caso meu NOC não apareça nesta lista, aí muda tuuuudo de novo. Vamos tentar aplicar por Quebec. Outro processo, diferentes documentos e principalmente, aulinhas de francês mon cheri. O jeito agora é aguardar.